Descubra a fascinante evolução da estatística desde suas origens na teoria da probabilidade até suas aplicações modernas na ciência de dados. Explore a história das estatísticas com este guia abrangente.

As Origens da Estatística.
Na antiguidade os povos já registravam o número de habitantes, nascimentos, óbitos. Faziam “estatísticas”. O início do registro de informações por parte da humanidade perde-se no tempo. Confúcio relatou levantamentos feitos na China, há mais de 2000 anos antes da era cristã. No Antigo Egito, os faraós fizeram uso sistemático de informações de caráter estatístico, conforme evidenciaram pesquisas arqueológicas. Desses registros também se utilizaram as civilizações pré-colombianas dos maias, astecas e incas. É também conhecido de todos os cristãos o recenseamento dos judeus, ordenado pelo Imperador Augusto.
Junte a esses exemplos os balancetes do Império Romano, o inventário das posses de Carlos Magno, o Doomsday Book, registro que Guilherme, o Conquistador, invasor normando da Inglaterra, no século XXI, mandou levantar das propriedades rurais dos conquistados anglo-saxões para se inteirar de suas riquezas. Ou seja, bem antes da formalização da Estatística Descritiva no Século XVI, na Itália, a humanidade usa análise matemática de dados para obter respostas práticas e fazer projeções. Na Idade Média as informações eram tabuladas com finalidades tributárias e bélicas. Com o Renascimento, foi despertado o interesse pela coleta de dados estatísticos, principalmente por suas aplicações na administração pública.
| Abaixo você tem dois livros essenciais para entender a importância da Estatísitca e da Probabilidade: “Como Mentir com Estatística”, de Darrell Huff, e “Estatística: O que é, para que serve, como funciona”, de Charles Wheelan. | ||
A Estatística Como Ciência
A obra pioneira de Francesco Sansovini (1521 – 1586), representante da orientação descritiva dos estatísticos italianos, publicada em 1561, é um exemplo dessa época. Deve ser mencionado ainda o reconhecimento por parte da Igreja Católica Romana da importância dos registros de batismos, casamentos e óbitos, tornados compulsórios a partir do Concílio de Trento (1545 – 1563).
Entretanto, mais amplos e gerais foram os estudos feitos pelos alemães, especialmente por Gottfried Achenwall (1719 – 1772), professor da Universidade de Göttingen, a quem se atribui ter criado o vocábulo estatística, em 1746. Contudo, nada mais fizeram do que dar melhor sistematização e definição da mesma orientação descritiva dos estatísticos italianos.
A primeira tentativa para se tirar conclusões a partir de dados numéricos foi feita somente no século XVII, na Inglaterra, com o que foi denominado Aritmética Política e que evoluiu para o que se chama hoje de demografia. Essa tentativa foi feita por John Graunt (1620 – 1674), um próspero negociante londrino de tecidos que em 1662, publicou um pequeno livro intitulado “Natural and Political Observations Mentioned in a Following Index and Made upon the Bills of Mortality“.
Sua análise foi baseada sobre razões e proporções de fatos vitais, nos quais ele observou uma regularidade estatística num grande número de dados. Por seu trabalho foi eleito Fellow of the Royal Society (F. R. S.), sociedade científica fundada em 1660, por Carlos II. Foi William Petty (1623 – 1683), contemporâneo e continuador de Graunt, quem denominou de Aritmética Política à nova arte de raciocinar por meio de dados sobre fatos relacionados com o
governo.
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Em 1683, ele publicou sua obra “Five Essays on Political Arithmetic” e sugeriu que fosse criada uma repartição de registro de estatísticas vitais, mas isso só se consolidou no século XIX, com o Dr. William Farr (1807 – 1883), contribuidor original da estatística médica. No século XVIII a estatística com feição científica é batizada por Gottfried Achenwall. As tabelas ficam mais completas, surgem as primeiras representações gráficas e os cálculos de probabilidades.
A estatística deixa de ser uma simples tabulação de dados numéricos para se tornar o estudo de como se chegar a conclusão sobre uma população, partindo da observação de partes dessa população, denominada de amostra. Contudo, a Estatística só começou realmente a existir como disciplina autônoma no raiar do Século XX, o verdadeiro início da estatística moderna.
A Estatística e a Probabilidade como ciências irmãs
O Desenvolvimento de Métodos e Técnicas Estatísticas.
A Ascensão da Ciência de Dados e Big Data.
O futuro da estatística e da ciência de dados.
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Referências Bibliográficas:
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- TRIOLA, M.F. Introdução à estatística. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
- COSTA NETO, P.L.O. Estatística. São Paulo: Edgar Blucher, 2002.
- COSTA NETO, P.L.O.; CYMBALISTA, M. Probabilidades, resumos teóricos, exercícios resolvidos, exercícios propostos. São Paulo: Edgard Blucher, 1974.
- FONSECA, J.S.; MARTINS, G.A. Curso de estatística. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
- KUME, H. Métodos estatísticos para melhoria da qualidade. 4. ed. São Paulo: Gente, 1993.
- LOPES, P.A. Probabilidades e estatística. Rio de Janeiro: Reichmann & Afonso Editores1999.
- MEYER, P.L. Probabilidade: aplicação à estatística. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1984.


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