Desvende o mistério das curvas planas e retas tangentes com este exercício de Cálculo 2. Vamos juntos calcular a área de um triângulo formado por uma circunferência e seus pontos de tangência, revelando as sutilezas da matemática.
Introdução
No vasto universo do Cálculo 2, curvas planas e retas tangentes são como velhos amigos: estão sempre por perto, prontos para te desafiar. Imagine uma circunferência traçando seu caminho pelo plano, e de repente, uma reta ousada toca nela, formando um triângulo com os eixos coordenados.
É como se a matemática estivesse nos convidando para uma dança geométrica, onde cada passo – ou melhor, cada derivada – revela uma nova faceta desse fascinante exercício. E o melhor? Vamos decifrar juntos como calcular a área desse triângulo, desvendando segredos que só as funções vetoriais podem nos contar. Então, pronto para embarcar nessa jornada?
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Exercício
Considere a circunferência descrita pela função vetorial $$\vec{f(t)} = \left( \text{cos}(t), \text{sen}(t) \right), \qquad \text{e} \qquad 0 < \theta < \frac{\pi}{2}.$$ Considere, agora, a reta r tangente a esta circunferência no ponto T \left( \text{cos}(\theta), \text{sen}(\theta) \right) . Considere O como sendo a origem do plano cartesiano, e A e B os pontos de interseção de r com os eixos coordenados. Mostre que a área do triângulo AOB é $$ \text{Área}_{AOB} = \frac{1}{\text{sen}(2 \theta) }.$$

Bases Teóricas Para Solucionar o Exercício:
Uma função vetorial é, por muitas vezes, denominada de curva, pois a representação dada por $$ \vec{f}(t) = x(t) \vec{i} + y(t) \vec{j} = \left( x(t) , y(t) \right) $$ é chamada de representação paramétrica, ou parametrização, da curva C, que é a imagem da função vetorial, e t é chamado de parâmetro desta representação. Este tipo de representação é útil em várias aplicações, por exemplo, em mecânica on a variável t pode ser o tempo.
Parametrização de uma Circunferência:
Um circunferência C com centro em (0, 0) e raio r>0 é uma curva parametrizada como equações paramétricas dadas por $$x(t) = r cost\;\;\;\;y(t) = r \sin{t} \;\;\;\;\;t \in [0, 2 \pi ].$$ Se a circunferência não está centrada na origem, mas no ponto (x_0, y_0) e ainda com raio r>0, então sua parametrização será dada por $$x(t) = x_0 + r cost\;\;\;\;y(t) = y_0 + r \sin{t} \;\;\;\;\;t \in [0, 2 \pi ].$$
A Derivada de Funções Vetoriais
Uma função vetorial f: A \in \mathbb{R} \rightarrow \mathbb{R}^2é derivável em um ponto t_0se cada uma de suas funções coordenadas for derivável neste ponto. Neste caso, a derivada de uma função f(t)é definida por $$f'(t)=\frac{df}{dt} (t) =\left( \frac{dx}{dt} (t) , \frac{dy}{dt} (t) \right).$$ Geometricamente, f'\left(t_0 \right)representa a direção tangente à curva f(t) no ponto t_0, desde que f'\left(t_0 \right) \neq 0.
Interpretação geométrica da derivada de funções vetoriais no espaço R²
Neste caso, definimos que f'(t_0)é o vetor tangente à trajetória de f, em f(t_0). O que nos leva à equação da reta tangente à curva no ponto f(t_0) no plano: $$\left( x(\lambda), y(\lambda) \right) = f(t_0)+\lambda f'(t_0), \qquad \lambda \in \mathbb{R}.$$
Observações Sobre Matemática Básica Importantes:
- Lembre-se que a geometria plana clássica nos garante que a área do triângulo é dada pela fórmula $$ \text{Área do } \Delta = \frac{\text{Base} \times \text{Altura} }{2};$$
- Um propriedade importante da trigonometria, nos diz que $$ \text{sen}(2 \theta) = 2 \text{sen}(\theta) \text{cos}(\theta).$$
Solução do Exercício
Considere a circunferência descrita pela função vetorial $$\vec{f(t)} = \left( \text{cos}(t), \text{sen}(t) \right), \qquad \text{e} \qquad 0 < \theta < 1.$$ Considere, agora, a reta r tangente a esta circunferência no ponto T = \left( \text{cos}(\theta), \text{sen}(\theta) \right) . Considere O como sendo a origem do plano cartesiano, e A e B os pontos de interseção de r com os eixos coordenados.
Este problema pode ser ilustrado pela figura abaixo:

Suponha, que o ponto A e o ponto B possuam as seguintes coordenadas:
- Como o ponto A está sobre o eixo Ox e sua localização dependerá de qual é o valor de \theta , então suas coordenadas serão $$ A \left( x (\theta ) , 0 \right).$$
- Já o ponto B, como está sobre o eixo Oy, sua localização dependerá de qual é o valor de \theta , então suas coordenadas serão $$ B \left( 0, y (\theta ) \right).$$
Como o triângulo OAB é retângulo em Ô, sabemos que sua área será dada por $$ \text{Área}_{OAB} = \frac{d(O,A) \times d(O,B)}{2 },$$ onde
- d(O,A) = x (\theta ), pois é a distância entre os pontos O e A; e
- d(O,B) = y(\theta ), pois é a distância entre os pontos O e B.
Ou seja, $$ \text{Área}_{OAB} = \frac{ x (\theta ) \times y (\theta ) }{2 }.$$ Agora, para determinar x (\theta ) e y (\theta ) usaremos a equação da reta tangente à circunferência que passa pelo ponto T = \left( \text{cos}(\theta), \text{sen}(\theta) \right) , pois nela estão contidos os dois pontos, A e B.
Para isso, usaremos a equação $$r: \left( x(\lambda), y(\lambda) \right) = \vec{f(t_0)}+\lambda \vec{f'(t_0)}, \qquad \lambda \in \mathbb{R}$$ onde, $$ \vec{f(t_0)} = \left( \text{cos}(\theta), \text{sen}(\theta) \right)$$ e, como, $$ \vec{f(t)} = \left( \text{cos}(t), \text{sen}(t) \right) \Rightarrow \vec{f'(t)} = \left( – \text{sen}(t), \text{cos}(t) \right),$$ então, $$ \vec{f'(t_0)} = \left( -\text{sen}(\theta), \text{cos}(\theta) \right).$$ Donde podemos concluir que a equação vetorial da reta r é dada por $$r: \left( x(\lambda), y(\lambda) \right) = \left( \text{cos}(\theta), \text{sen}(\theta) \right) +\lambda \left( -\text{sen}(\theta), \text{cos}(\theta) \right) , \qquad \lambda \in \mathbb{R}$$ que na forma paramétrica possui equações $$ x(\lambda) = \text{cos} (\theta) – \lambda \text{sen} (\theta) $$ $$ y(\lambda) = \text{sen} (\theta) + \lambda \text{cos} (\theta) $$
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Agora, observe que:
- Como a coordenada y (\lambda) = 0 no ponto A, então o valor de \lambda para que este ponto seja dado na reta r é $$ y( \lambda ) = 0 \Rightarrow \text{sen} (\theta) + \lambda \text{cos} (\theta) = 0 \Rightarrow $$ $$ \Rightarrow \text{sen} (\theta) = – \lambda \text{cos} (\theta) \Rightarrow \lambda = – \frac{ \text{sen} (\theta)}{ \text{cos} (\theta)}.$$ Ou seja, a coordenada x ( \theta ) no ponto A é dada por $$ x \left( – \frac{ \text{sen} (\theta)}{ \text{cos} (\theta)} \right) = \text{cos} (\theta) + \frac{ \text{sen} (\theta)}{ \text{cos} (\theta)} \text{sen} (\theta) = \frac{\text{cos} ^2 (\theta) + \text{sen} ^2 (\theta)}{\text{cos} (\theta)} = \frac{1}{\text{cos} (\theta)}.$$
- Por outro lado, como a coordenada x ( \lambda ) = 0 no ponto B, então o valor de \lambda para que este ponto seja dado na reta r é, por um raciocínio análogo ao anterior: $$ x ( \lambda ) = 0 \Rightarrow \text{cos} (\theta) – \lambda \text{sen} (\theta) = 0 \Rightarrow \lambda = \frac{ \text{cos} (\theta)}{ \text{sen} (\theta)},$$ o que nos levará à coordenada y ( \theta ) no ponto B dada por $$ y ( \theta ) = \text{sen} (\theta) + \frac{ \text{cos} (\theta)}{ \text{sen} (\theta)} \text{cos} (\theta) = \frac{1}{ \text{sen} (\theta)}.$$
Agora, voltando à área do triângul OAB: $$ \text{Área}_{OAB} = \frac{ x (\theta ) \times y (\theta ) }{2 } = \frac{ \frac{1}{ \text{cos} (\theta)} \times \frac{1}{ \text{sen} (\theta)} }{2 } = \frac{1}{2 \text{cos} (\theta) \text{sen} (\theta) }.$$ Que pela propriedade trigonométrica do seno do arco duplo nos leva a $$ \text{Área}_{OAB} = \frac{1}{2 \text{cos} (\theta) \text{sen} (\theta) } = \frac{1}{\text{sen} (2 \theta) },$$ como queríamos mostrar.
Conclusão:
E assim, chegamos ao final dessa jornada pela geometria do plano. Ao explorar curvas, tangentes e áreas, vimos como conceitos abstratos ganham vida em problemas práticos.
Esse exercício não só reforça as bases do Cálculo 2, mas também revela a beleza sutil das funções vetoriais e suas aplicações. Continue praticando, pois cada desafio resolvido é um passo a mais na compreensão profunda da matemática. A aventura não termina aqui; novos desafios te aguardam!
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